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Sociedade FilarmónicaUnião Ribeirense

Instituição

Historial

Sediada em Santa Bárbara, nas Ribeiras, a União Ribeirense dedica-se ao ensino, à promoção e à divulgação da música, em especial junto dos mais jovens.

Fundação

A Sociedade Filarmónica de Educação, Recreio e Beneficência União Ribeirense tem sede em Santa Bárbara, freguesia das Ribeiras, e tem contribuído para o ensino, a promoção e a divulgação da música, nomeadamente na formação de jovens.

A sua fundação deve-se, essencialmente, a Manuel Brão, Manuel de Rita e João Azevedo, tendo este último sido o primeiro presidente da primeira direção oficialmente constituída.

Inicialmente com 15 tocadores, foi seu primeiro maestro o professor Ernesto Peixoto, sendo madrinha a sua filha, Maria Lídia Peixoto. Outros maestros passaram pela União Ribeirense, nomeadamente Ernestino Peixoto, Gil Xavier, Manuel Xavier, Manuel Norberto Brum, Padre Trigueiro, José Fernando Costa, Manuel Eduardo Alvernaz, Manuel Simas Sousa, Helder Azevedo e Vasco Amaral.

A primeira direção foi constituída por João Ferreira de Azevedo, João Teles de Macedo, Manuel Brum Alvernaz, Manuel Moniz Soares, João Moniz Soares e Manuel Ferreira de Azevedo.

Escola de música

A escola de música teve o seu embrião em Manuel de Rita e foi, durante muitos anos, dirigida por Laurentina Simas Brum. Na última década, a direção apostou de forma ímpar na escola de música, direcionando os seus recursos financeiros para o ensino dos mais jovens, valorizando a qualidade dos formadores e a aprendizagem, e potenciando a vertente cultural e identitária do jovem ribeirense.

A ligação entre a valorização musical e a vertente educacional tem favorecido a integração de jovens de famílias mais desprotegidas. Os formadores incentivaram alguns jovens a seguir uma carreira profissional na música, nas suas diversas vertentes. O envolvimento de toda a comunidade demonstra que, através da música, foi possível juntar famílias de todas as áreas e estratos sociais em prol de uma causa comum: a música e a filarmónica.

A Câmara Municipal das Lajes do Pico, em parceria com esta e outras instituições do concelho, centralizou as escolas de música num único local, para onde transitaram os formadores Pedro Santos, Ricardo Almeida, Ângelo Amaral, Cátia Mendes, Vera Silva, Leandro Silva, Nuno Mendes, Carolina Paixão, Catarina Paixão e Duarte Dutra.

A Sociedade foi pioneira na realização de masterclasses no concelho das Lajes do Pico, nas áreas de orquestra de sopros e percussão, direção de orquestra de sopros, composição e escola de música.

Deslocações e intercâmbios

A União Ribeirense tem no seu historial várias deslocações, nomeadamente à Casa dos Açores do Norte, a convite da Câmara Municipal das Lajes do Pico, onde confecionou e abrilhantou uma função ao Divino Espírito Santo, bem como deslocações a todas as ilhas dos Açores.

Realizou intercâmbios com a Filarmónica da Abrigada (Alenquer), ao abrigo do Programa Infante D. Henrique; a Filarmónica do Crato (Portalegre); a Banda 25 de Março de Lamas (Macedo de Cavaleiros); a Banda da Quinta do Picado (Aveiro); a Banda dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova da Barquinha; a Filarmónica Estrela d’Alva da Lagoa (São Miguel); a Filarmónica Pedroguense (Pedrógão Grande); a Banda Musical de Calvos (Póvoa de Lanhoso); a Filarmónica União Praiense (Graciosa); a Sociedade de Instrução Musical, Cultura e Recreio A-dos-Francos (Caldas da Rainha); e a Filarmónica Estímulo (São Jorge).

Em 2022 deslocou-se a Santa Maria para participar nas festas do 15 de Agosto; em 2023 deslocou-se às Flores; e em 2024 realizou um intercâmbio com a Banda de Bouro (Amares). Participa ainda em cerimónias e eventos culturais oficiais e particulares, encontros de bandas, animação cultural, concertos e festas tradicionais em toda a ilha.

Sede

Praticamente desde a fundação, a União Ribeirense possui sede própria. O edifício sofreu remodelações profundas, restando da antiga construção apenas a fachada principal — uma obra que se deve, essencialmente, ao trabalho, à carolice e ao sacrifício de quem se dedica à filarmónica: músicos, sócios, amigos, emigrantes, anónimos e entidades oficiais, nomeadamente a Direção Regional da Cultura, o Governo dos Açores, a Junta de Freguesia das Ribeiras e, especialmente, a Câmara Municipal das Lajes do Pico.

O projeto da sede procurou ir ao encontro de necessidades da comunidade de Santa Bárbara, nomeadamente as festas do Divino Espírito Santo, albergando as duas irmandades da localidade. A sede tem acolhido eventos desportivos, culturais e outros, como a Gala do Desporto Regional, casamentos, batizados, festas de Natal da escola, apresentações de livros, festividades de caráter religioso e peças de teatro.

Tradicionalmente fardada de azul e branco, a União Ribeirense é ex-líbris de Santa Bárbara e promove a freguesia das Ribeiras, o concelho das Lajes do Pico e os Açores nas áreas cultural e educacional, a nível local, regional, nacional e na diáspora.